Você sabia que, de todo o plástico produzido no mundo, apenas 9% é efetivamente reciclado?
O número vem da OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e revela um problema global: estamos cercados por um material extremamente útil, mas mal gerido.
🌍 Por que reciclamos tão pouco?
O plástico é um dos materiais mais presentes no nosso dia a dia, em embalagens, roupas, eletrônicos, automóveis e até na agricultura. No entanto, o caminho dele após o uso é o que define seu impacto. E, infelizmente, há gargalos nestas etapas:
- Infraestrutura insuficiente: muitos municípios ainda não possuem coleta seletiva estruturada ou centros de triagem adequados.
- Contaminação: restos de comida, óleo e sujeira inviabilizam a reciclagem de materiais que poderiam ser reaproveitados.
- Custo elevado: coletar, transportar, separar e processar resíduos custa caro.
- Limitação tecnológica: certos tipos de plástico, como o filme plástico e o isopor, não são recicláveis com os equipamentos mais comuns.
💡 Onde o mundo está acertando
Há países que provaram que é possível fazer diferente.
A Alemanha, por exemplo, tem taxas de reciclagem acima de 65%, graças a sistemas eficientes de coleta e conscientização. No Japão, o rigor na separação domiciliar faz parte da rotina.
No Brasil, embora os desafios ainda sejam grandes, iniciativas para ampliar a logística reversa vêm ganhando força, e envolvendo empresas, cooperativas e consumidores.

♻️ E o que nós podemos fazer?
A transformação começa em casa, literalmente.
- Separe corretamente: lave e seque os recicláveis antes de descartar.
- Evite o uso único: troque copos, talheres e sacolas por opções reutilizáveis.
- Valorize marcas responsáveis: apoie empresas que adotam design para reciclagem e programas de logística reversa.
- Exija políticas públicas: cobre investimentos em coleta seletiva e incentivos à economia circular.
Cada escolha que fazemos, da prateleira à lixeira, ajuda a mudar esse número.
📊 Fontes: OECD / WWF Brasil / Abrelpe (2023)